Pescaria no visual: emoção desde o arremesso , utilizar a visão para pegar o peixe nos proporciona um prazer a mais

Consultar

Pescaria no visual: emoção desde o arremesso


 por Rosa Nakamura

Se pescar já é bom, poder utilizar a visão para pegar o peixe nos proporciona um prazer a mais, amplia a expectativa e faz o coração bater mais forte

Quando pensamos no Rio Suiá Miçu, o vemos como sinônimo de trairão, mas a variedade de espécies de peixes que encontramos na região é enorme; trairões, grandes tucunarés-amarelos, bicudas, cachorras, corvinas e peixes de couro fazem parte da diversidade da bacia hidrográfica local. Melhor ainda quando podemos fazer nele uma pescaria no visual

%imagem-1%

Pescar na época da seca limita a pescaria ao no Suiá e seus afluentes. A entrada nas lagoas marginais fica difícil e pescar em águas muito rasas fica pouco produtivo. E capturar peixes grandes fica improvável. A pesca das corvinas e dos peixes de couro também fica prejudicada.

No Córrego Águas Claras fizemos a pescaria com tuvira, fundeados nos poços. Lançando nossas iscas a poucos metros do barco. Pescar os grandes trairões e capturá-los perto da canoa dá um gás à mais aos peixes. Seus saltos acrobáticos ficam mais violentos. Ao tentarem se livrar dos anzóis, espalham água para todos os lados, dando verdadeiro “banho” no pescador. As arrancadas nas tomadas de linha são brutas e a ferocidade das mordidas é de meter medo mesmo ao mais destemido pescador.

%imagem-2%

Foram dezenas de trairões capturados, alguns com mais de 9 kg que nos proporcionaram brigas memoráveis.

Pesca no visual

Em águas transparentes, poder lançar sua isca artificial, vendo o peixe – pescaria no visual – é possível no Rio Paranaíba, afluente do Suiá Miçu.

As águas cristalinas deste rio são mágicas. Com características próprias, tem foz em delta onde se formam várias ilhas e canais entre elas. Seu leito é de areia, com vasta vegetação subaquática.

Nosso alvo foram os tucunarés-amarelos, que são constantemente vistos, em bando ou em casais. Espécie endêmica, de cor amarelo intenso e faixas não muito definidas, de tamanho avantajado e de força descomunal. Espécie denominada tucunaré-do-Xingu.

O que torna a pesca em água clara mais interessante é a necessidade de aguçar a visão e tornar mais eficaz sua percepção e instinto, para saber onde o peixe se encontra. É primordial também utilizar bons óculos polarizados.

Ao visualizar o peixe, a escolha da isca certa é imprescindível. Se ele está em águas mais profundas, arremesse uma que afunde mais rápido (jig ou rattler); se estiver manhoso, uma meia-água, sem muito rattlin; mas se perceber que está caçando, as mais barulhentas e de superfície são as ideais e as que causam maior emoção, com a explosão do peixe.

As fotos tiradas neste ambiente de águas transparentes e cor do peixe única tornam as imagens diferenciadas e incríveis.

%imagem-3%

Fonte : revistapescaecompanhia.com.br