PESCAR É MUITO BOM… PORÉM SOLTAR É MELHOR AINDA

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PESCAR É BOM… SOLTAR É MELHOR

O prazer de pescar e conservar

Pescar desperta emoções fortes e intensas em crianças, adultos e idosos. Independentemente de cor, raça, credo e cultura, o ser humano quando se permite pescar esportivamente, por diversão, experimenta prazeres que se estampam em sua face, ruborizam as bochechas e enchem o rosto de sorriso. Estas emoções parecem estar ligadas a instintos muito primitivos de nossa espécie à medida que transcendem os valores culturais e morais, sendo expressas do oriente ao ocidente e de norte a sul de nosso planeta. Conservar atividades tradicionais da cultura humana, mesmo aquelas que utilizam recursos naturais diretamente, como é o caso da pesca pode ser valioso para o melhor conhecimento das relações dos seres humanos com a natureza, e oferecer novos caminhos para efetivarmos a conservação dos ecossistemas naturais do Brasil. Vejamos o exemplo belíssimo de se observar alunos especiais da APAE de Cáceres no Mato Grosso, participando do maior festival de pesca em águas continentais do mundo, que ocorre naquele município. Uma prova foi realizada com a participação de todos. Pesca de barranco, no modelo mais tradicional com varinha de bambu e minhoquinha no anzol. A felicidade marcada na cara de cada um, só de estar ali, na barranca do rio Paraguai pescando. Um observando o outro, cada um muito concentrado na sua pesca. “Tem mais minhoquinha?”; “Comeu minha isca!”; “Esse foi quase!!”. Precisão na fisgada e lá vai o Rodrigo, surdo mudo e quase gritando de alegria com seu “piauzinho” fisgado. Os colegas, todos, vibrando junto, numa festa que é difícil de se explicar como pode acontecer tão rápido. Contagiante! Peixe medido, pontuação anotada, peixe devolvido com vida ao rio Paraguai. Rodrigo volta correndo pra beira d’água. Mais um pouco, e uma gritaria aflora naquela pequena e animada galerinha. Lá vem o Rodrigo de novo, aos berros silenciosos de prazer e felicidade com mais um “piauzinho” na mão. Acabou de fisgar mais um. Peixe retirado do anzol (sem farpa), medido, pontuado e desta vez quem quer soltar o peixe é o próprio Rodrigo. Vai ele com um sorrisão na cara soltar seu peixinho de volta, com vida, no rio Paraguai. Alegria a flôr da pele quando aquele pequeno exemplar de grande vida sai nadando às pressas pra se livrar das mãos do Rodrigo. Sorriso do Rodrigo é alívio do peixinho. As crianças da APAE realizaram mais várias capturas e devolveram todos os peixinhos à água. Nenhuma perda, ao que pareceu, nem de um lado nem de outro. Vão embora olhando pra trás, com vontade de ficar mais um pouquinho. Gostoso demais pescar. Aprendendo que a vida pode ser melhor e mais bonita. Só depende de nós.

Pesca Amadora News

Fonte : www.pescasemfronteiras.com.br