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Parque Nacional em Foz do Iguaçu, já teve milhares de moradores.

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Moradores de Santo Alberto. Aos fundos, a serraria de Alberto Matte

Fotos: Ilone Matte Wandschher – Arquivo: Marcelo Alberto Spies

A largada da cavalgada pela Estrada Velha de Guarapuava também foi marcada por uma homenagem à memória da Vila de Santo Alberto, uma antiga comunidade existente no Parque Nacional do Iguaçu, onde estão, as famosas Cataratas do Iguaçu. Eram colonos vindos em sua maioria do Rio Grande do Sul, que vieram em busca de uma vida melhor para suas famílias e se estabeleceram próximo às Cataratas do Iguaçu.

O Projeto Memória dos Colonos montou uma singela exposição fotográfica no ponto de concentração dos cavaleiros: na Igreja Nossa Senhora de Fátima, BR-469, próximo à entrada do Parque Nacional do Iguaçu. Professores aposentados, Alma Matte Spies, 69 anos (filha de Alberto Matte), e Nelson José Spies, 74 anos, contam um pedaço desse capítulo.

“A história inicial é assim: em 1926, a Companhia Lopes construiu a estrada de ferro dos Campos Gerais ao Porto de São Francisco e recebeu terras do governo como pagamento. Depois a companhia vendeu para outra duas empresas, que lotearam tudo em colônias e entregou as escrituras, mas as autoridades desconheciam a comunidade. Aí em 1939 o Getúlio Vargas decretou a criação do Parque Nacional do Iguaçu, obrigando a retirada dos colonos”, lembrou Nelson.

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“Nós não fomos instrusos. Era tudo legalizado: tinha registro de cartório, de banco, era tudo normal”, contou Alma. O casal e o filho, Marcelo Spies, distribuíram um folder produzido pela Chácara Três Marias, com apoio da Secretaria Municipal de Turismo. O material traz o seguinte relato sobre o processo de colonização.

“Próximo às Cataratas do Iguaçu, Alberto Matte adquiriu terras em 1964 e se estabeleceu com sua família às margens do rio Mingau. Aos poucos chegaram mais colonos – sempre comprando legalmente as terras com escritura – e formou-se uma pequena comunidade.

Logo os moradores construíram uma escola onde Alma, filha de Alberto Matte, dava aulas para os filhos dos colonos, sendo a primeira professora da região. Fizeram também um campo de futebol e outro de vôlei. Depois os colonos construíram uma igreja e mais tarde um clube para encontros e festas na comunidade. E logo a comunidade prosperou, tinha comércio, serraria, marcenaria, açougue, farmácia e até cemitério.

Conforme novos moradores foram chegando, outras comunidades foram se formando como Dois Irmãos, São Luiz, Santa Luzia e São José. Em pouco tempo havia mais de 2.500 moradores em uma época que Foz do Iguaçu possuía cerca de 30 mil habitantes.

No entanto havia um Decreto Federal de criação do Parque Nacional do Iguaçu em 1939, que era desconhecido pelos colonos e somente na década de 1970 foram proibidas novas escrituras e em 1973 iniciou-se o processo de desapropriação.

Assim, os colonos mudaram-se para área rural de São Miguel do Iguaçu e para as cidades de Santa Terezinha de Itaipu, Foz do Iguaçu, além de municípios do Paraguai. Hoje, a região está totalmente ocupada pela floresta do Parque Nacional do Iguaçu preservada e protegida”.

Verão em Foz nas Cataratas do Iguaçu

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