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Itaipu responde por quase 30% de restauração da Mata Atlântica no Paraná

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O Paraná foi o estado que mais contribuiu para a restauração da Mata Atlântica no Brasil, com 75.612 hectares (ha) regenerados nos últimos 30 anos (mais precisamente, entre 1985 e 2015). E 28% dessa área (ou 20.957 ha) correspondem às ações da Itaipu Binacional na margem brasileira do reservatório. É o que aponta o Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, produzido pela Fundação SOS Mata Atlântica e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Ainda de acordo com o estudo, dos 10 municípios paranaenses que mais contribuíram para essa regeneração, sete estão na área de influência do reservatório da usina, sendo que quatro deles lideram o ranking: Santa Helena, com uma recuperação de 6.682 ha, São Miguel do Iguaçu (3.887 ha), Foz do Iguaçu (2.948 ha) e Itaipulândia (2.948 ha). Guaíra aparece na sexta posição (1.614 ha), Missal na nona (1.480 ha) e Marechal Cândido Rondon na décima (1.320 ha).

“A contribuição da Itaipu é enorme”, afirma a diretora executiva da Fundação SOS Mata Atlântica, Márcia Hirota. “É um projeto grandioso, em uma área em que não existia floresta e hoje constitui um corredor que não só preserva a mata, mas contribui para a manutenção da biodiversidade”.

Grande parte da contribuição de Itaipu se deu entre os anos de 1985 e 2000, com a formação da faixa de proteção do reservatório. Nesse período, a usina participou com 26% da regeneração do bioma, ou 19.648 ha, enquanto 60.477 ha foram recuperados no restante do Estado. Para constituir essa faixa verde em torno do reservatório, somente na margem brasileira, Itaipu plantou mais de 23 milhões de árvores.

“Para nós é um imenso orgulho ver o destaque que o Atlas dá à faixa de proteção e aos refúgios Bela Vista, Santa Helena e Maracaju. Esse trabalho se iniciou ainda em 1979, com a demarcação da faixa e os primeiros plantios, seguido de várias fases de restauração ecológica ao longo de quase 40 anos”, conta a engenheira florestal Veridiana Alves da Costa Pereira, da Divisão de Áreas Protegidas da Itaipu.

“É muito importante observar que, no Atlas,a gente vê de cima uma fisionomia florestal, que é um excelente indicador. Agora, o que tem dentro desta floresta é importantíssimo. Hoje quando entramos nas nossas áreas, vemos espécies de plantas que nasceram e que não plantamos, mas, sim, foram trazidas pela fauna que regressa a essas áreas. Esta será a floresta do futuro”, explica Veridiana.

Segundo ela, esse fator representa um grande potencial para a perpetuação da floresta e conservação da biodiversidade regional. “Para entender melhor essas relações, estamos avançando no inventário florestal nas áreas protegidas”, acrescenta.

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