Desembargador é preso por pesca predatória no Pantanal

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Desembargador é preso por pesca predatória no Pantanal

 por lielson

Postado em 22 de Agosto de 2016

Magistrado estava com um grupo de pescadores que preparava aeronave particular para levar mais de 200 kg de pescados

Um desembargador aposentado de Minas Gerais acabou preso por participar de um grupo que fazia pesca predatória e caça na região de Poconé (MT), no Pantanal. Com o magistrado estavam outros três pescadores, sendo dois empresários e um advogado.

%imagem-1% Eles estavam prontos para transportar, em uma aeronave particular, cerca de 200 kg de pescados e jacarés, sendo que a caça não é permitida. Alguns exemplares estavam fora de medida. Além disso, os indivíduos haviam ultrapassado a cota permitida (5 kg mais um exemplar) e levavam exemplares de dourados – que tem a pesca proíbida em todo o estado.

Segundo informações da Polícia Militar Ambiental de Mato Grosso, a denúncia foi recebida na sexta-feira passada, 19, e apontava que um grupo de pessoas vindo de Belo Horizonte (MG) estaria promovendo pesca predatória em rios do Pantanal.

Os pescadores contavam ainda com uma aeronave para transporte dos peixes. Em razão da dificuldade de acesso ao local, foi solicitado o apoio ao Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), que durante todo o sábado (20) passou a monitorar o grupo com o serviço de inteligência do Batalhão Ambiental.

A abordagem da aeronave se deu apenas no domingo, 21, quando foi constatado o crime e seus ocupantes foram detidos.

“Eles não conseguiram levantar voo porque o avião estava muito pesado e a pista era de grama. Eles então levaram o peixe de barco e seguiram com a aeronave para um local que fica a meia hora de lá, onde a pista é asfaltada. Eles previam sair de lá quando foram flagrados colocando o pescado no avião”, comenta o major Juliano Paulo de Ataíde, subcomandante do Batalhão da Polícia Militar de Proteção Ambiental, à TV Centro América.

Os infratores disseram não ter conhecimento de que a pesca do dourado era proibida . Eles foram levados à delegacia e pagaram fiança de um salário-mínimo para serem liberados. Agora irão responder em liberdade pelos crimes ambientais e podem pegar de um a três anos de prisão.

Fonte : revistapescaecompanhia.com.br

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