Boa viagem a encontro dos grandes dourados da Argentina

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Boa Viagem: Os grandes dourados da Argentina




O peixe é o chamariz para a região de Puerto Rzepecki, que tem boa infraestrutura para pescaria



No Alto Paraná, nordeste da Argentina, a região de Puerto Rzepecki , onde esta situada a Pousada La Regina , é um dos principais pontos de pesca do continente americano. Fartura de peixes, leis de proteção das principais espécies, natureza intocada, belas paisagens e infraestrutura para a pesca esportiva são os apelos da região.

De Ayolas até Paso de la Patria, são várias as cidades pesqueiras na província de Corrientes. A menos de 20 km da cidade de Itati, as espécies de dourados, pintados, pacus, piaparas e piracanjubas são fartas à margem do rio, que permite aos pescadores fisgarem peixes de mais de 50 kg.

“Hoje, o Alto Paraná é uma reserva com limites rígidos e uma área excelente em termos de quantidade de peixes, qualidade e tamanho. Além disso, por ser um trecho profundo do rio e com muitas pedras, os peixes grandes se concentram nessa região”, comenta o empresário João Bosco Denetini Júnior.

Segundo ele, lá estão os maiores dourados do mundo. “Se encontram dourados de 25 kg e pintados de até 80 kg, quase do tamanho do pescador”, afirma.

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De acordo com o fotógrafo Douglas Intrabartolo, a qualidade da hotelaria, que conta com estrutura para barcos, excelentes guias e piloteiros de lanchas, tralhas, serviço de limpeza e condicionamento dos peixes, é outro ponto forte do destino. “A lancha tem petiscos, bebidas e conforto para os pescadores. E o ponto de pesca é escolhido de acordo com a percepção do piloteiro”, detalha.

“Sem a grande experiência dos guias, seria impossível desfrutarmos cinco dias de pesca com a qualidade que tivemos. Eles sempre nos levam nos melhores pontos, onde nos divertimos e atingimos nossa expectativa”, afirma o empresário.

A gastronomia à base de peixes e carnes argentinas torna a estada ainda mais prazerosa

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Custo-benefício

Para João Bosco, que já pescou em diversos lugares do mundo, o custo-benefício da pesca na região é um grande chamariz. “Enquanto se gasta 5 mil dólares para pescar na Amazônia, Panamá ou Venezuela, no mesmo estilo e padrão de viagem, na Argentina sai por 5 mil reais”, justifica.

Mas o principal ponto é mesmo o peixe. “Em 2008 peguei um dourado de 26 kg – o recorde oficial é de 25 kg -, mas na época era preciso matar, congelar e mandar para os Estados Unidos e optamos por não fazer isso, por ser uma fêmea que estava em procriação”, conta.

Dá para cozinhar os pescados para os amigos

A cada dia o visitante vai a um ponto de pesca diferente do rio, já que em cada um é mais forte um tipo de peixe. Os barcos são oferecidos pelo próprio hotel, assim como a tralha, que é alugada para quem não leva. Na chegada da pescaria, os pescados são deixados em uma cabana do hotel, onde eles são limpos, etiquetados e acondicionados no freezer.

Como pescador inexperiente, Intrabartolo ficou encantado com a fartura de peixes, que mesmo quem não tanta habilidade para a pescaria consegue pegar, como um pintado de 45 kg. “Conseguir pescar com certa facilidade e a possibilidade de se reunir todas às noites com os amigos à beira do rio é muito prazeroso”, diz.

Uma sugestão dele é optar por hospedagem em apartamentos de dois quartos com churrasqueira, que permite ao pescador com dotes culinários preparar para o grupo os pescados do dia. “Comemos, batemos papo, mas termina cedo, por volta das 23h , já que no dia seguinte é preciso madrugar para sair rumo à pescaria”, detalha Intrabartollo.

“Já como fotógrafo o lugar é perfeito pela sua natureza preservada, as paisagens únicas e deslumbrantes que não se vê em outros lugares do Brasil”, acrescenta.

Mas ele ressalta que o turista deve aproveitar os dias para se desconectar um pouco. Até porque não se consegue se comunicar com facilidade. “O sinal de celular é deficiente e a internet quase impossível de acessar”, revela.

Leis rígidas garantem preservação

Por conta das leis rígidas da Argentina em relação à pesca, assim que se chega a um hotel se recebe uma carteira que habilita a pessoa a pescar durante sua permanência. Intrabartolo ressalta que o próprio piloteiro do barco controla as regras e há ronda de polícia de barco para fiscalizar toda a atividade. “Na estrada, durante o retorno, a polícia confere tudo o que se está levando. Como cada pescador só têm direito de trazer cinco peixes, se há algo irregular se perde o volume total”, explica.

Na província de Corrientes, cada turista brasileiro tem direito de pescar apenas um dourado para abate e consumo local. Não é permitido o transporte de pescado para fora dos limites da província.

Fonte : revistapesca.com.br